sexta-feira, novembro 28, 2008

Palhaçada


"Os profissionais altamente qualificados que trabalham no Norte do país, com particular destaque para a zona do Grande Porto, recebem salários entre seis a oito por cento mais baixos do que aqueles que exercem a mesma actividade na região de Lisboa, com um diferencial de remuneração que chega aos nove mil euros anuais no caso dos gestores de topo. Nas chefias intermédias, a diferença salarial baixa para os quatro mil euros por ano.


De acordo com os dados do Guia Salarial 2007 da consultora Hays, um director financeiro em Lisboa ganhou em média 66 mil euros no ano passado, enquanto o seu homólogo no Porto auferiu 57.800 euros. Para o caso da gestão intermédia, um trabalhador na capital recebe 33 mil euros, vencimento que desce para os 29 mil euros no caso do gestor com um cargo semelhante estar a trabalhar na cidade «Invicta».

O responsável da consultora falou ainda ao JANEIRO do clima psicológico negativo na região, que faz os profissionais nortenhos terem receio de mudar por temerem dar um passo em falso na carreira."
O Primeiro de Janeiro


Clima psicológico negativo? (Pfff...) Medo de mudar? O problema não me parece ser esse mas, sim, ter que ser, quase obrigatoriamente, a população do Norte a mudar-se para o Sul.
Tudo no Sul, tudo Sul, tudo capital, já enoja... (Oops! Cof, cof...) enjoa!
Que palhaçada vem a ser esta discrepância?!?
Em vez de procurarem justificações não seria mais proveitoso, julgo eu, procurarem soluções?
Ah! Aí vêm elas:

"O presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários, Armindo Monteiro, considerou importante uma verdadeira descentralização de ministérios, secretarias de Estado e institutos com poder, lamentando que a administração dos quadros de topo, incluindo na função pública, estejam concentrados em Lisboa. O poder político devia criar condições para que não haja concentração territorial em Portugal."

O poder político? Aquele que tem sede assim para os lados da capital???
Certo...

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